Mais uma vez acordo e saio gritando em pânico, chamando a minha irmã e depois de ter acordado toda a minha familia, com o pânico eminente, descrevo o que estou sentindo para a minha família, eles tentam me acalmar pois sabem que estou em mais uma crise de pânico (sinto dor de cabeça, boca formigando, pernas dormente, coração acelerado) tento manter a calma mas não consigo respirar, me sinto pálida e gelada, quase não consigo beber água de tanta tremedeira. Duas horas após a crise aparentemente estou sedada, mas não por remédios e sim pelo sentimento horrível que ainda permanece. A adrenalina baixou e a crise de choro se inicia pois silenciosamente suplico a Deus que isso acabe, esse sentimento de impotência, não quero passar por isso novamente.
Tenho essas crises de pânico desde de que tive um AVC em 2010, talvez se o médico tivesse falado de um jeito mais humano, com mais empatia eu ainda seria eu... Não sou mais a mulher alegre, e cheia de vida e sonhos, Agora sou cheia de restrições e inseguranças, algo dentro de mim se quebrou e por mais que eu consiga colar ainda existiram marcas sicatrizes profundas como o pânico por exemplo. Não tenho raiva do médico que falou comigo, nem recentimento, acho que os medicos deveriam ser mais preparados, que tal se você que está se formando ou pensando em se tornar médico(a), quando fosse conversar e dar uma notícia ruim a alguém se colocasse em seu lugar e refletisse (como eu gostaria de receber essa notícia, e se fosse alguém da minha) familia ( admiro essa profissão e sei que eles são o mais próximo da mão de Deus aqui na terra pois só Deus tem o poder de curar, mas em sua infinita bondade e misericórdia Deus deixou um dom chamado Medicina um pedacinho do seu poder).
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